viagens sobre esse mundo tecnológico
Desde o começo, a idéia de interligar varios computadores para uma grande rede, várias redes, vários países, todos interligados para formar uma rede gigante. Quer algo mais colaborativo que isso? O objetivo sempre foi interligar todo o mundo (literalmente, hehe) para fazer com que o conteúdo/os servidores fossem acessíveis pelo maior número de pessoas. Essencialmente ninguém quis fechar o “seu conteúdo” para que as pessoas pagassem por ele, pelo contrário; está intrínseco no conceito de internet a idéia de tornar o conteúdo disponível para o maior número de pessoas.
Tanto é que na verdade ninguém paga pelo acesso a internet. O que nos pagamos na verdade é o custo de infra-estrutura: do cabeamento, dos switchers, roteadores…. mas a internet em sí não é paga.
Isso é muito fantástico, pois mesmo vivendo numa sociedade completamente capitalista com mega empresas ganhando muito dinheiro com a internet, ela sempre foi e será livre. Ninguém paga pelo conteúdo, pela rede em sí. Se houvesse um jeito magico de conectar todo o mundo sem gastar nenhum centavo, a internet seria completamente gratis.
Fazendo um paralelo com a sociologia, a internet é o mais próximo que temos hoje de uma sociedade socialista/comunista, ela é feita pelos usuários, não existem classes sociais, todos os usuários são iguais, não temos um poder forte e centralizado (logicamente a internet é regulamentada, mas o controle que existe na verdade não tem muita força). E o mais legal é que todos trabalham para fazê-la. Quem quiser pode publicar e expôr suas idéias, o conteúdo e o conhecimento são livres, e assim todos aprendemos e todos saimos ganhando.
Graças a eles eu fiquei com vontade de voltar a escrever, hehe… espero que essa vontade dure bastante.
RJP
August 1st, 2008 at 3:57 pm
Pedro, cadê o Café 2.0? Cara, aquele era um podcast dos bons, pena que só teve 3 episódios… A dica do torrentflux foi sensacional, estou usando ele aqui em casa há tempos.
Vê se volta com o podcast, era um dos (poucos) que falavam de Linux, não como se fosse uma mera curiosidade, mas com conteúdo. Tenho minhas diferenças c/ o Erick Tostes (ele n gosta de Fedora), mas “pessoas pequenas prendem-se a distribuições. Pessoas de espírito mais elevado discute Linux”.
PS: Compartilho da sua opinião sobre o PapoTech. Ouço-os, mas se acabassem (como já parou um tempo), n sentiria falta.
diogo biazus
August 7th, 2008 at 9:06 pm
Agora a ironia: a ARPANet, mãe da internet, surgiu na época da guerra fria. Ela foi feita para ser totalmente descentralizada e sobreviver a ataques nucleares, tudo isso por medo de um ataque de quem? Dos comunistas.
Erick Tostes
August 10th, 2008 at 11:59 am
RJP paramos de gravar especificamente por conta de falta de motivação da minha parte, e também a correria da vida que nos priva de tempo extra.
Talvez eu o pedro e o Otávio voltemos a gravar assim que puder, mas não posso garantir nada. Em relação a sua critica sobre prender-se a distribuições, não vejo nada de mais opinar sobre distribuições das quais você prefere ou não. Principalmente quando elas são uma pedra no teu sapato. Enfim, até hoje tem gente ofendida com o review que eu fiz entre o fedora vs Suse .. Não foi só eu que não gostou de diversas características do fedora, se você procurar no OSnews eles mesmo acharam que a versão analisada deixou a desejar demais !!
Maiz
September 10th, 2008 at 10:52 am
Creio que tu esteja te referindo à Democracia - sistema de governo feito pelo povo, ou pela maioria.
No comunismo existe um poder forte e centralizado - sim, me refiro ao comunismo teórico Marxista - representado justamente pelo partido do proletariado. E no comunismo “prático” basta ver o PC chinês.
E a força individualista que gera a fraca regulamentação da internet me parece muito mais um ideal liberal, como descrito por John Stuart Mill, onde o poder do todo não deve ter o direito de oprimir o indivíduo considerado diferente.
Renato
April 23rd, 2010 at 7:40 am
Texto equivocado. Se fosse somente pela infra-estrutura a internet custaria miseros centavos a cada assinante.