viagens sobre esse mundo tecnológico
Achei pelo twitter o link pra esse post do Marco Gomes em que ele fala sobre a revolução digital. Hoje é feriado, nada pra fazer, acordei pensando em fazer algo diferente. Não simplesmente ir a um lugar novo, mas algo muito maior.
Quando eu comecei a ler o post, parece que desencadeou em mim uma série de pensamentos em cadeia, pensamentos sobre o mundo e sobre essa revolução que está realmente acontecendo, mas pouca gente se dá conta.
Os meios tradicionais de comunicação estão perdendo força, muita força. As pessoas que fazem parte da “vanguarda da internet” são um exemplo de que a televisão é cada dia menos importante, pessoas que sabem usar internet não precisam de televisão. Até porque o seu conteúdo é cada vez mais fraco. Quem cria conteúdo e forma opiniões na internet não tem essa mentalidade baixa e gananciosa de simplesmente enriquecer a qualquer custo, e infelizmente poucos são os que se sustentam só com a internet.
Entretanto esse intuito livre faz com que tudo que é criado seja melhor. Tudo que é feito assim, simplesmente pelo prazer de informar ou até de compartilhar seus conhecimentos e seu jeito de pensar com os outros é muito melhor.
O mundo é cada dia mais independente da mídia tradicional, e nós devemos agradecer por isso, quem é inteligente e sabe usar a internet consegue atingir milhares de pessoas sem pagar rios de dinheiro para uma mídia qualquer. Conseguimos compartilhar nosso jeito de pensar com pessoas no mundo inteiro e inclusive conhecer quem pensa como a gente. A internet nos abre os olhos e não nos faz refém dos interesses de quem controla as grandes mídias ou até dos interesses obscuros de quem controla o mundo.
Recentemente assisti “Muito Além do Cidadão Kane”, um documentário inglês que mostra e nos faz refletir sobre todo o poder que a rede Globo e o finado “jornalista” Roberto Marinho tem sobre o país. Todas as mídias são empresas, empresas tem interesses capitalistas. A publicidade sustenta os meios de comunicação e ninguém jamais falará mal de quem põe a comida na sua mesa. Roberto Marinho controla(va) o que milhões de brasileiros assistem todos os dias, muitos desses, ignorantes devido à fraca educação, ou seja, facilmente doutrinados. Uma empresa, mais especificamente uma pessoa, tem o poder de controlar toda essa gente. Isso assusta, não? É fácil de achar o documentário por torrent, vale a pena.
A revolução não tem interesses financeiros, nem é sustentada por anunciantes; e muito menos está na mão de uma só pessoa. Agora não tem mais volta.
Continuo refletindo muito, pensar sempre é bom, mas acho que não consegui organizar ainda tudo que penso.. espero que pelo menos tenha conseguido ser claro.
Sérgio F. Lima
May 2nd, 2008 at 8:21 am
Opa Pedro!
O fato de texto do Marco nos fazer pensar, já vale a leitura por si só!
Eu acabei de defender minha tese de mestrado profissional onde, resumidadmente, defendo uma estratégia para que os professores reinventem seus cotidianos escolares, mesmo convivendo com a super-estrutura atual…
Estou na fase de revisão, por que uma integrante da banca, meteu o pau e me chamou de panfletário! Assim que finalizar eu vou disponibilizar! tem mais interesse ao pessoal que trabalha na escola, mas tem tudo a ver com esta discussão!
Precisamos mudar a escola sim, mas sem defender o seu fim!
Um Abração!
Jean Michel
June 23rd, 2008 at 4:54 pm
Dae Pedro, blz?
Cara sempre que leio alguém falando nessa “revolução” penso a mesma coisa: de que adianta todos falarem que não precisamos da Globo, da RBS, do jornal A Folha de SP e talz para nos informar os fatos do mundo se temos a Intenet se o que lemos só vai ter credibilidade se for assinado pela “globo” da Inglaterra, EUA, etc… empresas como a BBC, Fox, etc… também vão mostrar o que lhes convém meu amigo, fato!
Não adianta tu escreveres aqui uma notícia sobre o assassinato do presidente que ninguém vai dar crédito se não for lido no Terra, G1, etc… Agora sai no O Fuxico uma estórinha qualquer e isso sim é importante
Vivemos em meio a uma massa podre e alienada de miseráveis que foram corrompidos por crápulas que oferecem bolsa isso, bolsa aquilo, vale isso e aquilo em troca de votos (não, vai me dizer que o Bolsa Família é pelo social?), massa que chamo de podre pois não tiveram um salvador, são assim por obrigação/imposição e não por escolha (ok, há quem não faça por si também no país do carnaval e do futebol e prefira não fazer nada porque fazer alguma coisa é cansativo).
Procura na net um e-mail que rola falando de matéria-prima, é a mais pura verdade, o mal do Brasil é o brasileiro e não os políticos nem a falta de escolas descentes e blablabla…
Sempre é válido expressarmos que as coisas estão erradas, indo de mal a pior e tudo mais… mas isso não vai mudar muita coisa, sinto em dizer-te. Nossa reflexão toda deve nos ensinar a não apenas tomar por verdade o que o “casal Jornal Nacional” fala, mas irmos atrás de notícias em várias fontes e tirarmos nossas próprias conclusões.
Abração